Rescaldos

Rescaldo Semanal 29.01.2021

Internacional

União Europeia e Moçambique finalmente sentaram nesta semana, a mesma mesa, para debater ao detalhe, modalidades de apoio na luta contra a insurgência armada em Cabo Delgado. O mesmo sentimento vai para a União Africana que se predispôs a ajudar Moçambique pela mesma causa.

Há informações de que a Total pretende explorar em Palma, em “offshore”, com o auxílio de empresas londrinas Tecnip, FMC. A Total procura igualmente activar a sua cadeia logística e planeamentos, incluindo as Ilhas Francesas de Mayotte.

A imprensa Moçambicana anunciou a captura de mais de 500 kg de drogas pesadas, ao longo das águas marítimas da Cidade de Pemba, em navios com capitães Iranianos e que seguramente, tinham destino, Norte de Moçambique. O sucesso desta operação é descrita como sendo conjunta (França e Moçambique) e o produto, evidencias e ocupantes das fragatas, foram levados para o solo Francês – Ilhas das Reuniões.

O Canal de Moçambique escreveu que a Total fez “pressing” ao Governo do dia, para que se encontrem soluções para o terrorismo em Cabo Delgado. Na mesma publicação, foi-se a idealizar sobre a possível base logística em Mayotte, como sendo um “mind game”.

Nacional

Nesta semana, reportou-se sobre a possível expulsão do Jornalista Britânico Tom Bowker, do solo Pátrio Moçambicano, por via de uma acção coordenada de duas instituições nacionais. Tratam-se dos serviços Nacionais de Migração bem como o GABINFO. Por um lado, Gabinfo decidiu por retirar-lhe a sua licença de jornalista e a Migração, por ter frisado que o visto dele era diferente do objectivo de sua permanência. Na verdade, todos estes órgãos que actuam em simultâneo e coordenação, apontam que ele e o órgão cujo qual ele presta serviços jornalísticos, o Zitamar News, cobrem assuntos relacionados com o conflito armado em Cabo Delgado e promovem debates com temas similares. Em contrapartida, o MISA Moçambique entende que a acção das duas instituições é ilegal, tendencioso e péssima ideia expulsar Tom Bowker, alegando que deveriam ser seguidos trâmites legais. Nas redes sociais, a referida expulsão de Tom Bowker cria debates controversos.

Alguns Distritos da Província de Cabo Delgado observam o regresso massivo de deslocados de guerra. Muitos dos que retomam as suas terras de origem, o fazem para se dedicar a agricultura. Contudo, muitos destes mesmos locais, encontram-se assolados por doenças hídricas a destacar, diarreias agudas. O regresso de populações foi também confirmada pela PRM Provincial e a Rádio Moçambique cita massivo repovoamento em Metuge (apesar de nunca ter sido atacado), Ibo, Quissanga, Macomia e Meluco, como exemplos.

Parte de cidadãos atacados em 4 viaturas emboscadas na semana passada, na cintura de Phundanhar, foi a ser enterrada nas bermas da mesma estrada, por militares destacados, por terem sido encontrados em avançado estado de carbonização e no interior das mesmas viaturas. São no total, três cidadãos do sexo masculino devidamente identificados por militares. O Pinnacle News contactou uma das famílias que se concentrou e efectuou cerimónias fúnebres simbólicas e sem corpo presente, em Nacala Porto, Bairro Mocone – Wam’morocolo, diz ser doloso e horroroso ouvir dizer sobre a perda de um dos destacados batalhadores da família e que fazia simples e honestos negócios para suster duas esposas e uma dezena de filhos em idade escolar (…).

O ataque a Policia da guarda fronteira por parte de terroristas foi escrito pela Carta e aponta fontes locais, no Distrito de Nangade e povoado de Mandimba e bem perto da vizinha Tanzânia, como alvos. Do ataque, houve abandono da posição paramilitar, por algumas horas e pilhagem de mantimentos e equipamento militar encontrado, por parte de insurgentes.

O Presidente do Conselho Municipal de Nacala-Porto questionou a eficácia dos serviços nacionais de estatística, concernente aos dados disponíveis e partilhados com relação aos deslocados de guerra de Cabo Delgado. O autarca disse a margem de um seminário regional decorrido em Nacala-Porto, que aquele município pode vir a ser terceiro maior acolhedor, depois dos distritos de Nampula e Meconta, mas os dados actuais não estão na posse do Instituto Nacional de Estatística, mas sim de políticos. Por seu turno, Fernando Doda Muzobingua, Administrador do Distrito concordou com a posição do presidente do Município e enfatizou aos presentes que os mesmos dados só podem ser actualizados a cada dez anos sendo o próximo em 2027. Texto completo em Aqui.

Nesta semana, vários grupos de insurgentes foram vistos um pouco por todos os distritos, alguns dos quais protagonizaram ataques. Nas redes sociais curiosamente interpretaram de forma curiosa e pela primeira vez como sendo dispersão por fome, falta de patrocínio e outros mantimentos no seio de insurgentes, facto que faz com que os pequenos grupos actuem por conta própria. 

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