Rescaldos

Rescaldo Semanal 12.12.2020

Internacional

O Governo Moçambicano ainda mantém sigiloso o caso que envolve 11 cidadãos Paquistaneses que estiveram a bordo da embarcação que se embateu contra a infraestrutura de betão do Porto de Pemba. Um Processo sumário foi aberto contra toda a equipa tripulante e o Tribunal Provincial de Cabo Delgado aguarda por detalhes e especificações sobre o sucedido tendo por conseguinte sido adiada “sine date” o respectivo julgamento. Contudo, fontes do Pinnacle News acreditam que o facto de não existir alguma representação diplomática do Paquistão em Moçambique, a embaixada de Tanzânia pode ser oficialmente encarregue para se inteirar e gerir o caso. Os estragos causados naquele inexplicável embate são incalculáveis para a economia Moçambicana, independentemente da justificação a ser dada em Juízo; – Disseram nossos confidentes.

A União Europeia, em Particular Portugal fez-se presente em Moçambique para se informar ao detalhe sobre o como Moçambique quereria que fosse apoiado na luta contra insurgência armada pela Província de Cabo Delgado. No final do respectivo encontro, o Pinnacle News teve acesso ao resumo e partilhou em todas as suas plataformas digitais. Resumindo, há sim a possibilidade de Portugal dar o seu apoio em meios materiais e sobretudo no uso de material tecnológico e (nunca) humanos.

A igreja católica encontra-se a fazer entregas de bens alimentícios e material de higiene colectivo em vários centros de deslocados de guerra posicionados em Cabo Delgado. O empenho para esta acção veio a se desdobrar assim que o Vaticano anunciou que o Papa doou 8.5 milhões de meticais para esta causa.

Nacional

Várias personalidades do Governo Moçambicano com o destaque para o Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, efectuaram visitas em alguns Centros de deslocados de guerra. Muitos destes visitantes, levaram a imprensa consigo e constataram que houve palavras suficientes de consolo e unidade Nacional, ainda que parte das reclamações fossem insolúveis.

“Sejam fortes e colaborem com militares, para que acabemos com a insurgência” – Dizia repetidamente o Primeiro Ministro ao passo que as queixas por parte dos deslocados eram várias desde a falta de emprego, pedido de atribuição e uso de armamento bélico para combater insurgentes, sobretudo.

Cabo Delgado

Pelo menos dois assaltantes a mão armada foram neutralizados em Namanhumbyr, Distrito de Montepuez, Província de Cabo Delgado, na posse de armas de fogo de modelos diferentes e viatura que lhes servia de rápida fuga. A Polícia diz que este caso não tem a ver com a insurgência mas há que esclarecer sobre a proveniência daquelas e possivelmente outras armas detidas pelos dois meliantes bem como, ficar em foco em outros integrantes ora a monte. Avançou-se que os mesmos são de Nacionalidade Moçambicana e operavam apenas em Cabo Delgado e tinham como suas principais presas, cidadãos estrangeiros que compram recursos minerais.

Um outro cidadão foi neutralizado pelos militares em Mueda, numa das cancelas de revistas, na posse de armas de fogo operacionais e aparentemente novas bem como farda militar e catanas (pangas) também intactas. Estes objetos estavam embrulhados em cargas embaladas de forma disfarçada e estavam para dar entrada no Município de Mueda.

Tornamos público nesta semana que o Fundo Nacional de Energia (FUNAE) encontra-se a montar sistemas elétricos alternativos em alguns distritos atacados por alshabbabs. Numa fase piloto, Nangade, Palma e Mueda, poderão estar certa e alternativamente iluminados, por forma a que se passe a quadra festiva, alegremente.

A graduação e respectivo equipamento de um pelotão ao serviço da marinha de guerra, em Cabo Delgado, foi também notícia para o nosso canal, tendo destacado que o Secretário do Estado de Cabo Delgado, Armindo Ngunga como o personagem que fez o encerramento do evento. De igual, nestas semana, a Academia Militar Samora Machel – Nampula, graduou inúmeros oficiais e de diferentes especialidades. O acto foi testemunhado pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi.

Há relatos de um helicóptero ao serviço das Forças Armadas e Defesa de Moçambique ter sobrevoado margens dos Distritos Costeiros de Cabo Delgado nomeadamente Quissanga, Ibo, Macomia e Palma. A missão era de incendiar qualquer embarcação a vela que fosse encontrada ao longo das margens. Da incursão, há evidências de ter-se destruído também a embarcação sequestrada na semana passada a qual, tinha autorização para transportar bens e pessoas, de Palma à Pemba. – Um vídeo do Pinnacle News a respeito desta perda, será tornado público, nesta semana.

Reportamos também terem dado entrada na praia do Paquitequete, na Cidade de Pemba, inúmeros deslocados de guerra. Este foi um movimento atípico, visto que o Estado baniu este local para o efeito, ao mandar destruir tendas de acolhimento e desactivaram-se equipas de socorros e ajuda humanitária estática.

Uma forte emboscada e ataque a viaturas e civis, um pouco por todo o arredor de Palma – Cabo Delgado, foi também atempadamente reportada pelo Pinnacle News. Para além da aldeia Mute ter sido atacada e houve intervenção militar terrestre e aérea, o Governo registou três baixas sendo uma morte de militar. O sinuoso troço de Phundanhar, foi fustigado por uma estática equipa de insurgentes que, a semelhança de Mute, agiram por fome ao esvaziarem conteúdos de camiões e incendiarem as respectivas viaturas. O mesmo para o ataque de 15 minutos, do histórico Posto administrativo de Chai – Macomia onde, cerca de 8 insurgentes usaram armas de fogo para dispersar o proprietário e população, para deixarem livres uma barraca que cotinha víveres. Depois de materializarem o assalto e carregamento de sacos e comida, óleos e ingredientes alimentares, dirigiram-se as matas de Meangaleua, junto do leito do rio Messalo – nas mediações dos distritos de Macomia e Muidumbe. O pânico afectou a Sede de Macomia e aldeias vizinhas de Chai nomeadamente, Litamanda e Nova Zambézia. Refira-se que nestas aldeias, a população já havia-se mudado a 100 % por ataques similares e parte dela voltou, para se dedicar a agricultura com o recurso a enxada de cabo curto.

O Minístro do Interior, Amade Miquidade, sobrevoou vários distritos por onde insurgentes criam desmandos. Em Palma, arredores do Megaprojecto este dirigente encorajou aos militares tendo dito que o Presidente da República e cada Moçambicano, agradece pelo empenho na luta contra a insurgência um pouco por toda a Província de Cabo Delgado e frizou dizendo que, caso não fosse o esforço deles, “a Província estaria em caos”.

Esta semana terminou péssima para residentes do Distrito de Nangade ao serem atacadas 5 aldeias e mortos 4 civis. Os ataques eram feitos com o recurso a motos velozes e o terror durou 2 dias. Muitas destas aldeias testemunharam estes tipos de ataques por inúmeras vezes. A Aldeia Litingina por exemplo, vivenciou o oitavo ataque pois, num dos primeiros, milicianos saíram a caça de insurgentes nas matas densas e de lá, trouxeram pelo menos um braço supostamente de algum insurgente e penduraram-no no maior mercado local. De lá para cá, esta “terra de macondes” vive de terror e poucos abandonam Litingina, terras aráveis de pequenos negócios e oportunidades. Refira-se que as aldeias ora atacadas, estão ao longo da Estrada asfaltada e classificada que liga Mueda e Palma.

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