Cabo Delgado

Primeiro-ministro de visita a Deslocados de Guerra

O Primeiro- Ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, dirigiu-se ao longo do dia de ontem (09-12) à vários Centros de Acolhimento de Deslocados de Guerra posicionados no Distrito de Ancuabe tendo este interagido com muitos deles.

Toda imprensa local estava convida e ao longo das conversas, era notório o trauma que estes passaram antes de migrarem para Ancuabe e chegaram a pedir espingardas para responder em contra qualquer acção de insurgência armada que possa vir.

“Raptaram meus dois filhos e estou inseguro. Arrependi-me por fugir enquanto tenho coragem para lutar.”

“Alguns se enforcaram no 3, 4, 5* dia de sofrimento. E no meu Distrito, ainda existem esqueletos ao relento”

“Nós nascemos no campo e vivemos da agricultura. É pesadelo estar na Cidade e viver de esmolas.”

“Eles dizem que compraram a terra e matam a todos e chegam a disparar contra cabritos.”

“Não falamos a lingua daqui e não estamos suficientemente informados sobre o que nos movimentou e quando voltaremos”.

“Para chegarmos aqui, dormimos nas canoas, dias e noites, sem comer, a espera que o mau-tempo se regularize. E muitos nunca dantes tinham tomado este tipo de transporte”

“Aqui, temos comida para hoje e não temos machamba. Temos cuidados médicos móveis e não Temos escolas para nossos filhos. Temos tendas e não Temos cams mas sim, esteiras. E no final das contas, nada temos para iniciar com uma vida condigna.” – Disseram os contactados pelo Pinnacle News, na visita abrangente a imprensa de Cabo Delgado.

Por seu turno, Carlos Agostinho instou aos deslocados de marocane – Nanjua e Namincumi – Metoro, todos no Distrito de Ancuabe a colaborarem com as Forças Armadas de Defesa Nacional, como única via para o triúnfo.

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