Cabo Delgado, Nacional

Cabo Delgado: Renamo comemora 20 anos de morte de 120 resistentes

No ano 2000, o partido Renamo, liderada por Afonso Dhlakama, anunciou a escala Nacional que iria nanifestar contra roubos em Urnas eleitorais tendo se notado no Distrito de Montepuez, Província de Cabo Delgado, uma manifestação acentuada ao se assumir a autoria de ter conseguido eliminar fisicamente 7 (sete) oficiais da Polícia da República de Moçambique. A greve que no princípio era tida como pacífica, tomou outros contornos de ira e violência pois, a Policia pretendia também recuperar seus postos de trabalho e espingardas que estavam nas mãos de vários membros da Renamo. Para tal, o Governo mobilizou outras forças Conjuntas de outros distritos para localizar e deter membros da Renamo, facto que mais de 100 cidadãos, alguns dos quais apenas simpatizantes, foram ulteriormente detidos em várias celas de Montepuez.

Passados alguns dias, muito antes de auscultações em meandros judiciários, pelo menos 120 homens todos apelidados por homens da Renamo, tiveram uma estranha morte com características de envenenamento por intoxicação alimentar, decorrida no interior de uma pequena cela e os sobreviventes, julgados e condenados a uma pena maior.

Os sobreviventes, cumpriram metade dos 24 anos na penitenciária de Nampula e os mortos, entregues aos seus familiares e conjuntamente com o partido Renamo, foram abertas mais de 100 campas, uma a seguir da outra, em Montepuez (On’khoripo).

Na altura, o acto teve condenação e contornos internacionais e a partir deste ano de 2020, o dia 09 de Novembro, a Renamo encarregou Andre Magibire para liderar uma marcha que desembocou no Cemitério aonde jazem corpos de “resistentes”.

Magibire, no seu curto discurso tradizido na ocasião em lingua emakhua e na presença de outras 100 testemunhas, muitas das quais, de Municípios de Nampula, considerou àquele número como sendo exponencial em mortes no seu partido da Perdiz tendo pedido aos presentes para venerarem aquelas mortes ocorridas num dos mandatos do Presidente Joaquim Chissano.

Vale a pena também relebrar que as lideranças Províncias estavam aos cargos de Cornélio Quivela, como Delegado Político Provincial e José Pacheco como Governador da província de Cabo Delgado.

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