Cabo Delgado

Cabo Delgado: Insurgentes efectuam dois ataques em diferentes distritos e com o mesmo propósito

Ao longo do dia de ontem (16-02), registaram-se dois ataques pela província de Cabo Delgado sendo o primeiro, no Distrito de Mocimboa da Praia e o segundo, no de Muidumbe.

No primeiro Distrito, militares que estavam a caminho de rendição da Posição de Namili (última aldeia de Mocimboa da Praia e por sinal, habitada até ontem), foram reportados para aconchegar colegas seus que estavam a recuar. O facto da recua devia-se ao uso incessante de armamento pesado que inclui RPG7 contra toda a posição e nos dois lados da estrada asfaltada. Nos primeiros minutos do combate, Insurgentes já haviam danificado pneus de um dos carros blindados e o respectivo vidro, facto que não seria qualquer tipo de armamento a conseguir. A equipa de militares que recuou, recebeu pronto socorros na posição mais próxima, a de Namaua – Mueda. Houve pelo menos um militar ferido com algum projectil e socorrido, daquela posição. Por aqui, um batalhão inteiro encontra-se em prontidão combativa.

Fontes do Pinnacle News apontam que ficaram para trás, o remanescente de material bélico, comida, a própria viatura blindada ora, danificada e pertences pessoais de alguns militares.

Já em Chitachi – Muidumbe, insurgentes ousaram em atacar com o mesmo tipo de armamento, também a uma posição militar avançada onde, militares sentiram-se também forçados a abandonarem a posição. O nosso órgão de Comunicação Social ainda não tem detalhes sobre este acto prometendo trazer, logo que nos for oportuno e no Rescaldo a seguir.

Quer no primeiro ataque, quer no segundo, algo tem características comuns pois, as duas posições são geridas por militares que têm seus comandos, em Mueda. Com este somatório de equipamentos deixados em combate, acredita-se que pode ser usado para confrontos nestes ou outros Distritos vizinhos.

Apesar destes focos de combate terem sido verificados nestes dois distritos, a tendência da População deslocada é de regressar às suas proveniências, para trabalharem a terra. Estes acreditam que há mais sofrimento em cada um dos seus destinos por se registarem doenças diarréicas nos seus campos de alojamento, fome, pouca ou nula doação de comida por parte de doadores reconhecidos, falta de condições mínimas para a habitabilidade, acusações de bruxaria por parte de nativos, entre outros.

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