Cabo Delgado

Rescaldo Semanal 17.10.2020

Internacional

A escassez de munições pode ser uma das razões por detrás do primeiro ataque de insurgentes baseados em Moçambique à República da Tanzânia, uma vez que maior parte das posições militares Moçambicanas estarem fortemente armadas e em prontidão combativa.

Moçambique – FADM

As recentes incursões de insurgentes no solo moçambicano, foram prontamente repelidas pelos militares. Em Macomia – Mucojo por exemplo, incendiários permaneceram alguns dias, tendo morto civis por decapitação, com o recurso a pangas / catanas. Os mesmos incendiaram com o recurso a combustíveis lenhosos, viaturas, residencias, currais e barracas, princialmente. Embora não tenha havido troca de tiros, o pánico e terror foi imposto através de uso de utensílios domésticos e de combustão a destacar, o isqueiro, capim, acendalha e lanternas.

Em Macomia e concretamente na aldeia Nacate, para além de se verificarem as mesmas atitudes de vandalismo, foram usadas algumas armas de fogo apenas para encobrir o cenário. Deste ataque, não houve morte em alguma das partes. Nossos registos dão conta que, uma paciente que não conseguiu abandonar sua residência atempadamente, tal como os restantes membros de sua família e aldeia, morreu carbonizada, no interior da sua casa.

Já em Tanzânia, os insurgentes, depois de destruírem infraestruturas públicas e privadas bem como raptarem uma senhora importante no Governo do dia, invadiram e pilharam uma Unidade militar e aldeia local. Nesta incursão, os insurgentes tomaram posse de engenhos e munições das forças tanzanianas.

Tanzânia – Kitaya

Importa realçar que nas imagens documentadas pelos próprios insurgentes fala-se a língua kiswahil a mistura de língua kimwani e emakwe, línguas faladas em Moçambique e sobretudo, nos distritos costeiros da Província de Cabo Delgado.

Foi notório através das notas publicadas pelo Pinnacle News que, os insurgentes entraram e saíram clandestinamente de Kitaya através de canoas, vindos de Moçambique. Desde então, os dois países se desdobram com todo o tipo de forças, para localizá-los, seguindo rastos.

Canoas ilustrativas

Kitaya (Tanzânia) partilha / encontra-se nas proximidades de Nyica (Moçambique). Estas duas regiões foram atacadas num intervalo de 3 semanas por insurgentes. O ataque em Nyica resultou na morte de um agente guarda-fronteiriço, assalto a posição para-militar e incêndio de algumas residências de civís. Contudo, Nyica foi atacado por intermédio de colaboração de um casal que foi forçado a serem guias. Estas duas acções, mostram claramente que este espaço já foi reconhecido, desde o Cajual e ananazeiros que a mãe-natureza oferece no solo Moçambicano.

Nacional

Para além de Mucojo, no distrito de Macomia, houve uma segunda tentativa frustrada de assalto no mesmo distrito de Macomia e concretamente na aldeia Nacate, tal como reportamos. Estes dois focos, sem muita troca de tiros tal como dissemos na devida altura, são os marcos da semana, em Cabo Delgado.

Do ataque à Mucojo, houve actualização de dados de civis mortos pelo caminho ao tentarem percorrer 52 km sem mantimentos e nem cobertores. O número de mortos em plena perigrinação subiu para 11, segundo testemunhas. Acredita-se que estas mortes de pessoas, principalmente de idosos e crianças deve-se a complicações físicas e a fome, notoriamente numa altura em que também o caudal dos rios estão completamente secos.

Outros casos que importam tomar notas, foram de prisão preventiva de um cidadão ora posto em liberdade, capturado pelo Município de Mueda, com alegações fortes de que recrutou em Macomia, há anos, perto de uma centena de jovens de ambos sexos, para se juntarem a insurgência de Cabo Delgado. Quanto a este caso, inúmeros cidadãos que nasceram em Cabo Delgado e sobretudo exibem o Bilhete de Identidade do Distrito de Mocimboa, criticaram em grupos de AMIGOS E NATURAIS DE MOCIMBOA DA PRAIA bem como em comentários de muitos canais e redes sociais, de estarem a ser excluídos da sociedade, pelo simples facto de serem nativos deste distrito. Esta soltura constitui uma vitória no seio dos kimwanis.

Reportamos seguramente que o Governo Moçambicano importou material bélico para dar resposta a acções de insurgência. Esta descrição foi também manifestada pelo Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, em órgãos de Comunicação Social ao garantir que já há condições para perseguir até ao último insurgente.

Vários meios de comunicação social precisaram que militares fizeram carreiras de tiro e vasculhada em matas grossas de Cagembe, em Quissanga onde descobriram e recuperaram vasilhames de material e equipamento hospitalar, drogas de todos os tipos e qualidade bem como, esconderijos em terra, de armamento e uniforme militar moçambicano.

Apesar de ter havido ataques em Macomia, o trânsito entre Macomia à Pemba e por sinal, o que regularmente assegura este distrito, foi retomado com muita brevidade.

Ficou também dispersa uma gama de papelada escrita em língua inglesa a qual, um cidadão Moçambicano e residente no Maputo, denunciou a Comunidade Internacional, nomes os quais suspeita estarem a fornecer mantimentos a insurgentes. Na opinião dele, são muçulmanos mas também, detentores de dinheiro e recursos para o efeito. O Pinnacle News soube que já há um processo aberto em meandros judiciários moçambicano onde ele não foi dado a oportunidade de ser denunciante mas sim, réu em pé de igualdade para com os que ele mesmo denúncia.

Drogas apreendidas em Nampula

Em Nampula, mais de 300 kg de drogas foram apreendidas em pleno trânsito rodoviário. Com estas drogas, pelo menos uma viatura, dois Cidadãos sendo um Moçambicano e um Tanzânia que acompanhavam-na até ao destino, também foram presos. A Polícia encontra-se a fazer a sua peritagem para encontrar o circuito deste produto mas avançou-se num curto texto com esqueleto jornalístico e que acompanhava as respectivas fotografias de que, ela provinha de Cabo Delgado.

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