Rescaldos

Rescaldo Mensal 16-10-2021

Temos a honra de anunciar que gestores das Páginas do Pinnacle News, estiveram de férias colectivas. E, por conta disto, várias publicações que poderiam estar no rescaldo, passaram quase despercebidas ao longo de mais de 30 dias. Iremos nesta publicação denominada rescaldo semanal, publicar assuntos do mês). A ideia era mesmo, fazer-se o resumo dos grandes eventos ao longo dos 4 anos de guerra e de forma conjunta, prever como fazer cobertura eleitoral pela Província de Cabo Delgado.

Internacional

Portugal, Zimbabwe, Malawi e Estados Unidos prontificaram-se em apoiar Moçambique na luta contra o extremismo em Moçambique. Para tal, decorrem fora da província de Cabo Delgado capacitações de recursos humanos. A Uniao Europeia espera que os formandos estejam operacionais até o final deste ano.

Anunciou-se a prorrogação do tempo de combates militares ofensivos pela Província de Cabo Delgado de três para seis meses. Ruanda não só extendeu a sua permanencia como duplicou o número dos seus efectivos posicionada em Cabo Delgado. Este aumento pode se dever ao facto de que a época chuvosa se inicia em Moçambique e a mata fica inacessível e sinuosa. Este incremento vem responder com parte de decisões tomadas pela SAMIM (Missão da SADC para Moçambique)

A Polícia Ruandesa deteve pelo menos 13 cidadãos no solo Ruandês e de acordo com as primeiras investigações, tratam-se de cidadãos ligados com a insurgência em Moçambique – Cabo Delgado e na República Democrática do Congo e que pretendiam agir em retaliação a intervenção ruandesa. As suas verdadeiras nacionalidades não foram anunciadas mas sim. Foram exibidas de artefactos de fabrico de bombas caseiras e improvisadas.

Ainda nesta semana, Ruanda anunciou em Doha, Catar que um terço da sua força Policial e militar encontra-se em Moçambique – Cabo Delgado. São dois mil homens (número anunciado), dos mais de cinco mil soldados e policias existentes em Ruanda que lutam pelo restabelecimento da ordem e tranquilidade em Cabo Delgado.

Estes avanços da Ruanda em Moçambique criou mais uma onda de alegações de que a Franca esteja por de trás do financiamento da interveção ruandesa no país. Desta vez, para além do partido da oposição em Ruanda, o especialista militar sul-Africano, Abel Esterhuyse, também o disse à LUSA.

Recentemente, a BBC África tornou público um trabalho de investigação jornalístico feito em Cabo Delgado. Parte dos entrevistados citaram nomes dos cabecilhas da guerra, prenúncio da guerra, entre outros dados interessantes. Aliás, alguns dos entrevistados já tinham estado em cativeiros de insurgentes e esclareceram sobre o modo de vida, tipo de pagamentos após os combates, tráfico de pessoas influentes capturadas em combates, abusos sexuais, influencia religiosa, entre outros. A investigação da BBC denomina-se “Sons of Mocimbua” e está acessível no Youtube.

A Embaixada da Rússia doou oito toneladas de produtos diversos de primeira necessidade a organização humanitária Cruz Vermelha. Esta última, por seu turno, redistribuiu aos necessitados ora refugiados de Cabo Delgado num Projecto similar a um sarau cultural, apelidado por Caravana Solidária.

Perseguições e mortes a cidadãos Ruandeses no solo pátrio Moçambicano, continua a ser debate, e analistam apontam Moçambique como sendo conivente e não que defende as pessoas que tenham solicitado asilo.

Abede Selassie, Director do Departamento Africano do Fundo monetário Internacional, falou no IV fórum que não se combate o terrorismo em Cabo Delgado, incrementando apenas mantimentos militares mas também, enquadrar políticas de desenvolvimento e olhar pelas causas subjacentes do conflito, sejam elas internas ou externas.

Nacional

Morreu Mariano Nhongo, o líder da Junta militar da Renamo. O Governo Moçambicano assumiu ter estado por detrás do incidente que levou a morte de Nhongo e lamentou pela falta de cooperação por parte do finado. O seu corpo foi depois entregue a membros familiares para um funeral condigno. Parte dos entrevistados, dizem estar com medo de viver por possuírem o mesmo apelido do finado e pedem ao Estado clemência. O jornal Evidencias avançou que a morte de Mariano Nhongo, o homem que sempre contestou a liderança da Renamo e exigiu a destituição de Ossufo Momade o então sucessor de Afonso Dhlakama, teve a intervenção do Ruanda. Mesmo depois da morte a tiro de Mariano Nhongo e um dos seus fiéis guarda-costas, houve ataques a viaturas na Província de Sofala, fazendo acreditar que nem todos os apoiantes de Nhongo estavam preparados para a rendição e termino da guerra iniciada por Nhongo. Analistas e comentadores de rádios, televisões e redes sociais, avançam que a rendição e adesão ao processo de desmilitarização, desarmamento e reintegração (DDR) em Moçambique, seria a saída pacifica para um final feliz. A morte de Nhongo teve repercussões e lamentações internacionais.

Moçambique recebeu o Presidente Paulo Kagame, nas vésperas do 25 de Setembro, dia em que este País comemorou mais um dia das Forças Armadas de Defesa. O estadista Ruandes esteve por dois dias em Moçambique onde visitou as suas tropas, presidiu conferências de imprensa com jornalistas nacionais e internacionais, assistiu a danças e assistiu exercícios militares e sesões culturais em praias de Cabo Delgado. Em momento oportuno, Kagame assinou documentos militares sigilosos. Paralelamente a estes acordos de calado Presidencial, houve acordos bilaterais a vários níveis entre os dois países e em áreas congêneres. A APIEX de Moçambique e a Ruanda Development Board assinaram um outro memorando de entendimento comercial e de investimento. Com estes dois pactos, há que acreditar que laços e pactos entre estes dois países crescem. Para além da Ruanda, as ilhas francesas de Comores, assinaram e formalizaram uma uma sólida cooperação múltipla de aviação e naval, convista a guarnecer a Província de Cabo Delgado e concretamente, o portão da EN4, do Gás natural.

O plano para a reconstrução das zonas afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado foi lançado na Cidade de Pemba e vão custar 300 milhões de dólares norte-americanos. Parte destas obras, já estão em curso, com o destaque, as estradas, pontes e várias infraestruturas público-privadas. Analistas avançam que não pode haver construções, sem empregabilidade, sobretudo, da camada jovem.

Numa altura em que a Província de Cabo Delgado aparenta estar a ficar controlada, analistas avançam que, vários integrantes das células dos Al-Shabbabs encontra-se a se camuflar e refugiar para as Cidades de Pemba e nas Províncias de Niassa e Nampula.

Encontra-se a decorrer o julgamento das dívidas ocultas em Moçambique onde, vários réus acreditam que caso o dinheiro doado pela Privinvest não fosse desviado, o terrorismo em Cabo Delgado não teria lugar. O julgamento acontece numa altura em que há novas apreensões de Cocaina no Brasil cuja rota seria Moçambique – Cabo Delgado bem como novas denúncias da Pandora Papers, fazendo acreditar que um dos mais credíveis e antigos político e gestor da coisa pública em Moçambique, Aires Ali, tem riquezas por via de corrupção e sonegação fiscal, numa lista de mais de 300 Políticos de 91 países.

Cabo Delgado

O anúncio de perdas de vidas de combatentes em pleno combate com arma em punho, em Cabo Delgado, continua a ser sigiloso. Os números de insurgentes mortos em combate tendem a ser diminuídos pela imprensa Governamental pois, já houve um total de mais de 100 mortes mas, na última conferência de imprensa, anunciou-se apenas 20 perdas do lado de insurgentes, como sendo o total. Contudo, o Pinnacle News soube que houve centenas de pessoas resgatadas em cativeiros de Quissanga, Macomia e Mocimboa da Praia, principalmente e por baixo de fogo cruzado bem como a captura de soldados crianças, material informático em processo de estudos e análises bem como, diverso material bélico e de literatura religiosa árabe.

Houve fortes e recentes combates pelas zonas costeiras do Distrito de Macomia. As tropas Governamentais e da SADC reportaram o pouco sobre estes incidentes, mas fontes locais do Pinnacle News disseram que tratou-se primeiro de ataques aéreos coordenados que resultaram em mortes de vários insurgentes. Vários outros dispersaram-se e enquanto as perseguições em terra decorriam, houve plano de vasculha de casa em casa. A referida vasculha foi minuciosa ao ponto de terem sido encontradas as primeiras três armas de fogo em residências de civis. Uma vez trazidas para a sede do Distrito, houve reorientações militares para que se refizessem vasculhas em todas as aldeias residenciais de zonas costeiras de Macomia, concretamente, no Posto administrativo de Mucojo. Nesta segunda vasculha, foram capturadas mais 12 armas de fogo, totalizando 15 armas de fogo e em consequência disto, houve pelo menos 40 pessoas presas, em conecção com estas capturas. Tratam-se de pessoas que residiam em casas aonde estas armas estavam escondidas. Este é o número avançado pelas nossas fontes.

Apesar disto, uma outra fonte do Pinnacle News disse serem poucas estas quantidades de armas e pessoas detidas em conecção com posse ilegal de armas de fogo e frisou que os verdadeiros números e meandros desta operação continuará sigilosa e precisou também que os primeiros a serem interrogados, apontam que as obtiveram faz tempo, despossederam-nas de militares ou insurgentes tombados em combate, numa anterior guerra do gênero que por este Distrito assolou. Recorde-se que o Distrito de Macomia, faz fronteira com o de Mocimboa da Praia sendo o rio Messalo e para o caso, a foz deste rio, o limite interdistrital. Esta pode ser a macro operação feita pelas forças da SADC desde o eclodir da guerra neste Distrito e conta com um verdadeiro formigueiro e aparato militar, fortemente armado e a trabalhar em escalas e turnos.

Ainda que neste Distrito haja “raids”, houve publicações sobre novos raptos de mulheres e raparigas. O jornal @Carta, avançou com o rapto de pelo menos 7 vidas femininas.

O modo operando de incursões militares de forças conjuntas, pode ser também e resumidamente descrito como sendo pelo corte da logística aos insurgentes e que não se deixe que sosseguem, por pelo menos único dia. – Disse Cristovao Chume, Comandante do Ramo do exército. Aliás, anunciou-se em redes sociais de que Ruanda incrementaria material bélico de tecnologia de ponta a destacar TB2 de fabrico Turco e de ataque Bayraktar.

O Distrito de Mueda, um dos que sempre esteve em prontidão combativa e por sinal, foi atacado por insurgentes. O epicentro foi em Namatil onde, pelo menos 7 integrantes dos alshabbabs, foram vistos a incendiarem casas, desalojarem população e apoderaram-se de comida, bebida energética e alcoólica, lanternas e deixaram uma carta recado. O helicóptero que prontamente se fez presente naquele povoado, apenas dispersou-os e estes foram emboscados nas bermas do Distrito de Nangade. O Pinnacle News foi reportado que, dos 7 aliados dos alshabbabs, pelo menos dois, perderam a vida nessa emboscada.

Amigos e naturais de Mocimboa da Praia, residindo em Cabo Delgado ou Nampula, receiam exibir sua documentação a Polícia da República de Moçambique, sobretudo nos constróis, pelo simples facto de serem confundidos serem aliados ao terrorismo

Houve várias publicações que deram conta a captura do Bonomar Machude, o rei da selva. De igual, houve várias outras publicações que as contradisseram, incluindo fontes do Governo quem desacreditaram que Bonomar Machude foi baleado algures em Phundanhar, trazido para a base militar de Mueda e depois transferido para o Hospital de Palma – Afunji, onde ainda é tratado e guarnecido por um dos mais modernos e sofisticados agentes de medicina paramilitar conjunta.

Os Distritos de Mocimboa da Praia e Palma, contam com Unidades Policiais e sanitárias moveis, fruto de doações nacionais. Trata-se da COMETAL quem os doou. Na mesma senda, a Eletricidade de Moçambique, área operacional de Cabo Delgado, anunciou ter reposto na totalidade, conduta elétrica do Distrito de Palma.

Em Montepuez, existe o Centro de deslocados de Palma – Nteleonde, população reportou ter visto gente estranha aquela povoação e portadores de arma de fogo. Houve pronta presença de militares mas o Pinnacle News, não teve o desfecho e autenticidade desta denúncia.

Enquanto focos de guerra são também detectados a cada dia, por internautas e especialistas em geo-localização, parte da população volta as suas origens para, de forma acelerada, abrirem seus novos campos agrícolas. A agricultura que é feita em Cabo Delgado ainda é rudimentar e recorre-se ao fogo posto, para reduzir o capim, em cinzas para depois, colocar a semente assim que iniciarem as chuvas.

Há falta de água potável em vários distritos da Província de Cabo Delgado. Por conta disto, muita gente desfavorecida, com o destaque aos deslocados, fazem perfurações de poços caseiros, como forma de obtê-la para vários fins incluindo, o instantâneo consumo humano. Por de trás desta carência, há doenças hídricas, de pele e oportunistas.

Houve a capturas de barcos carregando mantimentos com destino a Palma. Em conexão a estas capturas, todos ocupantes desas embarcacoes estão sob custodia e interrogatorios militares. Suspeita se que estes detidos, todos do sexo masculino, pudessem servir de mantimentos para os insurgentes.

Finalmente, numa altura em que o Governador da Província de Cabo Delgado disse de forma reiterada que não houve massacre em Nangade – povoado de Chitaxi, o Governo ao nível Central, acaba de apresentar a imprensa, o corpo do Mamudo, o mandante deste mesmo massacre, morto em combate, algures nas matas de Cabo Delgado.

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