Rescaldos

Rescaldo de 27.02.2021

Internacional

Por detrás das cortinas continuam os acordos e parcerias entre Moçambique e parceiros  no tocante a luta contra os grupos de homens armados que operam na província nortenha de Cabo Delgado.  

Por via uma de investigação solicitada por um grupo de consultores e levada a cabo pela equipa do Pinnacle News na qual respondeu uma pilha de questões sobre a insurgência em Cabo Delgado, coube a Direcção do Pinnacle News decidir partilhar com seus leitores alguns trechos de respostas dadas no referido inquérito:

“Nem todo o problema existente nestas comunidades pode ser solucionados por via de mão externa e muito menos militar. Grande parte das soluções podem ser encontradas internamente e todos os actores do conflito deviam pautar por cedências e de bom senso, bastando encontrar pontos de convergência. Por exemplo, há quem diga que caso o partido Renamo estivesse no comando da municipalização de Mocimboa, não haveria focos de conflitos e destruição a esta largura. Isso porque jovens nativos estariam na espectativa de querer testar novo tipo de governação local pela qual, foi sempre renhidamente disputada. Paradoxalmente ao que se vive é que, os resultados eleitorais de todos os anteriores pleitos favoreceram o partido no poder, activando assim algo latente no seio de conversas (…).”

A uma outra pergunta, respondeu-se que:

“A primeira ajuda que doadores poderiam fazer aos deslocados de Guerra de Cabo Delgado e que escolheram Nampula para viver seria: implantar Rádios Comunitárias e emponderá-las com línguas faladas pela Província de Cabo Delgado. Ao longo das programações, convêm intensamente entreter com programas interactivos, de mensagens e dedicatórias. Os colaboradores devem ser também deslocados e assalariados. Segundo, os deslocados de guerra que convivem pela província de Nampula devem ser atendidos, considerados e definitivamente, como nativos. Esta ideia, passa pela consciencialização dos anfitriões. Outros tipos de ajudas, podem ser identificadas no seio dos visados, em encontros regulares (…).”

Nacional

Nesta semana, sucumbiu Daviz Simango, Fundador e Presidente do segundo maior partido da oposição de Moçambique, Movimento Democrático e Moçambique (MDM) e que muitas vezes, pronunciava-se pela Paz em Moçambique. As mensagens de condolências chegaram por todo o canto do mundo. O estado moçambicano não pensou duas vezes para decidir que esta personalidade tivesse um funeral com honras de estado.

Cabo Delgado

O MediaFax anunciou ter havido movimentos de insurgentes entre matas de Nangade e Mueda concretamente no povoado de Litingina e como resultados destes movimentos, houve decapitações a populares e interdição de circulação de viaturas pertencentes a transportadores de cargas e pessoas, neste trajecto. Importa realçar que nestes dois distritos, a visibilidade nocturna e pela madrugada, tem sido deficiente neste período chuvoso por serem planaltos com muita cacimba e orvalho.

A fome em palma já fez pelo menos 3 mortos nesta semana. São as primeiras mortes relacionadas com a crise humanitária e sucederam-se nas matas a quando insurgentes entraram em Quionga e populares se refugiaram para as matas. Enquanto isso, o número de deslocados de guerra aumentou e de preferência, os distritos de Mueda e Montepuez a receberem mais deslocados de guerra.

A bancada parlamentar da Frelimo, oralmente representada pelo Sérgio Pantie disse na abertura do seu discurso nesta primeira Sessão parlamentar que tem sido encorajadoras as mensagens e dados que relatem-se a partir de Cabo Delgado dando conta de eliminação de inúmeros insurgentes, no terreno do teatro operacional norte. Pantie, citado pelo magazine Clube de defesa de Moçambique, encorajou aos militares das Forcas de Defesa e Segurança que lutam em prol da soberania nacional. No mesmo informe, aquele deputado precisou que há ainda que envidar esforços conjuntos para o triunfo.

Uma das reféns que conviveu primeiro, como refém com insurgentes e prolongou por dois anos, precisou ao Pinnacle News que está grávida de um dos três insurgentes. Em matas, forçaram-na a casar (poliandria) com cada um deles em simultâneo num ritual tradicionalmente (Nikahi) e religioso. A mesma revelou o como se convive, planificam ataques e possíveis fontes de reposição de armamento bélico. Bonomar Massude (mais conhecido por Nuro), ainda vive (ate Fevereiro de 2021), segundo nossa fonte e convive com suas anteriores 3 esposas e filhos, de mata em mata. Os nomes de tantos outros insurgentes que lideram grupinhos que se separam para fazer acções são:

Pinto Amade

Sufo Saide Selemane

Bacar Selemane Chale

Nassir Nzé

Issa Abdul

Omar Abdul

Kanimambo Sualehe Amade

Eliseu Mateus

Kibuana Sufo

Zacarias Abdullah

José Sualehe

Momade Abdulah Carimo

Sumaila

Assumane Assane

Anfai Sualehe

Abu Dardaai

Abdala Nconga

Ambasse Abdul

Sumail Assane Ibraimo

Há também Fugitivos para à vizinha Tanzânia:

Mussa Chande Aiuba – da aldeia Metoni

Abacar Selemane Nze – da aldeia Cogolo

Mamudo Saha Amade – da aldeia Rueia

Adinane Fahamo – da aldeia Ilala

Mussa Ibraimo – da aldeia Ilala

Pinto – também da aldeia Ilala, Distrito de Macomia, província de Cabo Delgado. Todos, fazem portanto parte de grupos de recrutamento local / nacional.

Desmobilizados de guerra de Nampula afirmaram ao IKWELI estarem dispostos a fazer parte da guerra de cabo delgado, caso o governo assim o solicitasse . Para esta camada, os números de deslocados de guerra que dão entrada em Nampula, são a cada vez assustadores, potenciando Nampula como a verdadeira Província mais populosa de Moçambique dai que, motivos para se entregarem como forma de desfazer o mal pela raiz. Para Eugénio de Fátima, citado pelo mesmo jornal com sede em Nampula, a ideia provem de cada distrito desta Província.

De forma insistida, o povoado de palma, concretamente em Quionga, encontra-se refugiado nas matas faz uma semana. Nossos correspondentes dizem que, a cada dia, há uma decapitação sendo o último corpo, pertencente a um jovem, foi decapitado, na comunidade de Wakiyonga, tendo sida colocada a sua cabeça, assim reconhecível, pendurada na beira da estada principal. Populares que ainda se encontram refugiados nas machambas ribeirinhas, dizem que este grupo de pelo menos 33 homens ainda está nas mesmas matas, por de traz de chuva, cacimba e orvalho presumindo-se estar a se preparar para “grande coisa”. Por outro lado, fontes do Pinnacle News dizem ter havido dois batalhões de forcas de intervenção rápida que se posicionaram em dias subsequentes, aguardando-os. E no povoado de Quirindi – Palma, populares capturaram dois insurgentes que haviam se isolado dos seus colegas, para criar desmandos e a procura de algo que lhes interessasse, no seio de gente fugitiva, nas matas. Os mesmos, foram despossedidos de suas ferramentas, espancados e entregues as autoridades militares.

 Finalmente, o ministério de educação anunciou vagas para professores de Cabo Delgado tendo suprimido a necessidade de serem contratados professores para Distritos costeiros da província de Cabo Delgado, aonde o efeito de guerra é eminente.

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