Cabo Delgado

Insurgentes com dificuldades para protagonizar ataques

Circulam em muitos telefones celular, mensagens escritas em língua kiswahil a pedirem o regresso de alguns nativos de Mocimboa da Praia, para livremente, povoarem e conduzirem as suas vidas com normalidade, esquecendo o passado.

O Pinnacle News vem se informando através de suas fontes posicionadas no interior de algumas frentes fracionadas de insurgentes, muitos dos quais, feitos de reféns e soube que estas mensagens são reais e o verdadeiro propósito é de não haver munições suficientes para fazer frente a batalhões de militares posicionados em qualquer distrito mas sim, haver munições para defesa ou contra ataque. Nos planos de insurgentes, o próximo lote de recepção de material bélico só pode aparecer depois de alguma chuva em Moçambique, facto que vai deixar as matas bem densas e esverdeadas. Entretanto, o Pinnacle News soube que uma boa parte do material bélico em uso por insurgentes, levou metamorfoses ao considerar que no princípio, insurgentes usavam arcos, flechas, facões e machados, para obter as primeiras armas de fogo, das mãos de militares ou posições militares moçambicanas que as tinham de reserva. Em seguida, foram importando algum armamento em caixões simulando haver algum morto nele ou em sacos de comida (milho, mandioca seca até de carvão). Quando esta segunda técnica foi descoberta por militares, com objectos de detectar metais, a importação de armamento bélico e equipamento electrónico semi-militar vem sendo feito por via marítima, tendo sido usadas lanchas a motor ou a vela, vulgarmente conhecidas por ‘malhação’, ancorando com cordas sintéticas e bem na base destas embarcações, diverso equipamento militar inox, levando-o aos destinos e colocando-os em esconderijos de reserva, nas grutas ou areias de ilhas bem identificadas por insurgentes nativos.

A prática de decapitar para remover parte de órgãos humanos inclusive, recolher sangue no local de decapitação, reduziu bastante e interpreta-se esta acção como sendo impossível recolher e exportar órgãos humanos até aos destinos fora de Moçambique, pelo nível de controle e vasculha militar em dezenas de controles improvisados quer por militares, quer por milícias e antigos combatentes da luta de libertação nacional Moçambicana. Nossas fontes posicionadas no âmago da ala de Macomia, avançam com dados segundo os quais, há problemas de falta de pagamentos e bônus de combates, no seio de insurgentes. A culpa tem sido lançada a dois cidadãos de raça branca e que falam apenas o árabe e kiswahil, como sendo também responsáveis pela tesouraria e que não são canalizados para redistribuir, mantimentos. Fruto deste acto, as acções de insurgentes singem-se em ataques para a sobrevivência e mantimentos. – Disseram!

A natureza proporciona um outro impedimento neste Outubro pois, a vegetação está seca e há matas abertas, facto que facilita a visibilidade aérea sobretudo, em redor das sedes Distritais, locais onde existem batalhões. Os rios e vários afluentes, não oferecem água e esconderijos em abundância para grandes realizações por parte de insurgentes. – Acrescentaram!

Recorde-se que a imprensa internacional já avança com números assustadores de perdas com a guerra de Cabo Delgado totalizando, mais de 1.000 mortos, 295 mil deslocados de guerra, milhares de residências familiares destruídas, 25 Unidades Sanitárias assaltadas e destruídas pelo fogo posto, mais de 50 escolas inclusive creches abandonadas, 14 líderes Comunitários decapitados, centenas de pessoas desaparecidas ou capturadas para servirem de reféns. De igual, perto de 5 infraestruturas completas de Governos de Distritos, inúmeras igrejas e locais de culto, foram parcial ou totalmente demolidos por incendiários e com o recurso a explosivos de grande calibre.

Leave a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Voz de Cabo Delgado

Subscreva a nossa newsletter diária

Verifique na sua caixa de correio ou na pasta de spam para confirmar a sua subscrição.