Cabo Delgado

3 anos de Insurgência em Cabo Delgado

(Especial reportagem pelos 3 anos de insurgência em Cabo Delgado)

As técnicas de circulação, recepção e uso de material bélico por parte de insurgentes pode ter melhorado ao longo do tempo caso tomemos em conta o facto destes explorarem litorais, mares e Ilhas adjacentes ao continente..

A circulação dos insurgentes entre as ilhas e o continente tem sido (nos últimos tempos) feita por meios rodoviários e barcos a motor roubados das estâncias turísticas recém assaltadas quando comparado ao princípio da insurgência, altura esta em que a deslocação era feita por meio de barcos à vela. A título de exemplo, no dia 04 de Outubro de 2020, um mesmo grupo de insurgentes circulou e em simultâneo criou danos em Macomia, nos povoados de Guludo, Pangane, Mucojo e Pangane, povoados estes, distantes uns dos outros. Entretanto a circulação pode ser caracterizada como sendo “livre e rápida”.

Os seus treinos acontecem também nestas ilhas “fantasmas” remotamente elaboram e ensaiam seus últimos truques de assaltos sanguinários.

Outra vantagem é da fauna que oferece carne de caça bem como a flora, uma diversidade de peixe carnudo que aproxima (naturalmente) cada uma destas ilhas a procura de águas mornas e rochas para a sua reprodução.

A aproximidade de três ou mais ilhas constitui vantagem para estes incendiários pois, reúnem o máximo de pessoas na Ilha ao meio e as restantes ao redor colocam atiradores aéreos. Com estes novos modelos de camuflagem em guerra, forçará que as Forças governamentais tenham muito mais militares de especialidade marinha para combate-los, inclusive, nas suas novas trincheiras rochosas recém criadas e transformadas de esconderijos e escombros. Prova destes actos é o cíclico roubo de querosene e outros combustíveis em todos os ataques por eles cometidos e o voluntário evacuamento da População, em todos os sítios por eles mapeados.

Só as ilhas, somam 76.000 km2 e as terras, vários distritos inteiros despovoadas a destacar, Ibo, Quissanga, toda a zona Costeira e parte de interior de Macomia e Mocimboa da Praia, totalizando acima de 150.000 km2 de espaço praticamente controlados por incendiários de Moçambique. Há quem considere que essas terras não pertencem ao Governo do dia e nem aos incendiários pois, nenhum desses possuem no terreno personalidades jurídicas e estrutura de gestão de terras e seus recursos mas sim, foram transformadas em terras livres para combates intensos, em matas ou ruínas, ao despovoar civís e estruturas governamentais locais.

As suas circulações têm sido feitas ao pôr do sol e nas noites, momentos estes em que a visibilidade humana tem sido naturalmente fraca e quase nenhuma missão de vigília ou contra-ataque esteja activa. E os últimos assaltos, acontecem pela manhã e prolongam-se ao longo do dia todo.

Militares das Forças de Defesa de Moçambique

Numa das recentes publicações na revista semanal Al-Naba, houve ao longo dos 3 anos mais de 111 ataques e os mesmos confirmam estarem a controlar desde a foz do rio Rovuma até imediações dos distritos do Ibo e Quissanga, agindo sempre em terras do interior do Continente, sempre que for necessário repor mantimentos em fármacos e produtos alimentares subtraídos das comunidades renitentes aos sons das armas e engenhos explosivos.

Uma fonte do Governo Moçambicano estritamente ligada ao Centro de Teatro Operacional Norte garantiu ao Pinnacle News que neste mês Outubro há grupinhos de insurgentes um pouco por cada Distrito, facto que podem estar a preparar algum ataque em serial e as Forças Armadas de Defesa Moçambicana, estão atentas para responder. A mesma fonte disse que também toma-se conta de recados de ataques ou assaltos que podem vir a ser militarmente considerados como estratégia de despiste ou também, realidade.

Clínica da Total em Palma, com um dos os melhores equipamentos e pessoal técnico da Província de Cabo Delgado

Outra fonte militar garantiu que há um trabalho a ser inteligentemente feito, convista a identificar e neutralizar muito mais informates e asseguradores logísticos de insurgentes, posicionados longe dos locais aonde estes operam.

Como está a Total?

Dentre várias medidas de resposta a acções de insurgência destacam-se 3 meios aéreos do tipo helicópteros (para transporte, resposta militar e transporte de pacientes), facto que representa uma melhoria. De igual, já foram construídos até a perfeição, murros blindados ao redor das suas honerosas infraestruturas de destaque.

Murro Blindado Palma – Afungi

Governo já possui um plano concreto para acabar com os insurgentes

De acordo com nossas várias fontes e respeitando a margem chamada SEGREDO DO ESTADO, o Pinnacle News confirma que a partir deste Outubro de 2020 o plano para fazer frente aos insurgentes vai ter proporções atmosféricas pois, deram entrada a partir do Porto de Nacala, enormes quantidades de engenhos e carga explosiva e a estas alturas em que vos escrevemos, já chegaram aos seus diferentes destinos, via terrestre e aérea, a partir do Porto e aeroporto de Nacala. A orientação expressa foi desta carga não pousar no recinto Portuário.

Porto de Nacala

De igual, existem 10 instrutores (omitimos as suas verdadeiras nacionalidades) a treinar e reciclar militares moçambicanos em uso e manuseio de armamento bélico da pesada, numa das bases e matas de Nampula, desde finais de Agosto de 2020.

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